O câncer de bexiga costuma ser mais frequente em homens do que em mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2022, foram diagnosticados 11.370 casos, sendo 7.870 no público masculino.
O câncer de bexiga se desenvolve nas células que revestem o órgão. Quando ele fica somente na parede da bexiga, chamamos de superficial. Ele pode ser de três tipos diferentes:
Cerca de 75% das ocorrências de câncer de bexiga são superficiais. No entanto, alguns tipos de tumores são invasivos e se infiltram na musculatura, migram para outros órgãos e até para os gânglios linfáticos.
O sintoma mais recorrente para quem sofre com a doença é a presença de sangue na urina. O diagnóstico é feito por exame de imagem e confirmado por um exame chamado cistoscopia. A cistoscopia é feita por um aparelho endoscópico que possui uma câmera na ponta, que é introduzido pela uretra do paciente chegando até a bexiga. Após a avaliação visual, é colhida uma amostra da lesão que é analisada em laboratório.
O tratamento vai variar conforme o tipo de tumor e gravidade do caso. Entre as opções cirúrgicas temos Ressecção Transuretral de Bexiga (RTU), onde o médico faz a remoção pela uretra do paciente. Mas, pode ser realizada ainda cistectomia parcial ou radical, que podem ser feitas via cirurgia robótica. A cistectomia parcial remove só a parte do tumor e preserva a maior parte do órgão. Já na radical, toda a bexiga é retirada e um novo caminho para urina é feito pelo médico. Nesses casos, o paciente terá que usar uma bolsa para coleta da urina permanentemente. Essa bolsa fica fixada no abdome do paciente, ficando bem discreta, sendo escondida pelas roupas.
Uma outra opção é o tratamento radioterápico, que pode ser usado para diminuir o tamanho do tumor antes da cirurgia, com o intuito de preservar a bexiga. A quimioterapia também está associada ao tratamento, conforme necessidade, sendo administrada por via oral, venosa ou até inserida localmente.
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