Um medo de muitos, o famoso cálculo renal – ou pedra nos rins – é uma condição em que massas sólidas, como pequenos grãos de areia, juntam-se e formam uma espécie de pedra no trato urinário.
Essa doença tem uma grande incidência no verão, podendo aumentar em até 30% os casos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), isso acontece porque há um aumento na transpiração e, nem sempre, há hidratação necessária para supri-la.
Embora possam ser dolorosos e desconfortáveis, a maioria dos cálculos renais faz sua travessia sem grandes danos.
Entre os tipos mais comuns de pedras nos rins está o ácido úrico, que se forma a partir da quebra de substâncias químicas normais do corpo. Esse ácido é frequentemente associado à gota e pode levar a cálculos renais. Além disso, Oxalato de Cálcio, Estruvita e Fosfato de Cálcio também são comuns na composição.
Conheça os principais sintomas
Dor aguda nas costas e nas laterais, que pode se mover para a parte inferior do abdômen e da virilha. Essa sensação é um dos principais sintomas da doença.
A dor geralmente começa repentinamente e vem em ondas, tendo alívio rápido e passageiro. Pode ir e vir enquanto o corpo tenta se livrar da pedra.
Além disso, outros sintomas podem incluir:
- Intensa necessidade de urinar;
- Suspensão ou diminuição do fluxo urinário;
- Sensação de queimação ao urinar;
- Urina com sangue;
- Náusea e vômito;
- Para os homens, também pode ocorrer uma dor na ponta do pênis.
Como meu corpo desenvolve essa doença?
Entre as principais causas do cálculo renal, é importante destacar o baixo volume de urina. Isso é decorrente da perda de fluídos corporais ou desidratação, devido a prática de exercícios intensos, trabalhar/morar em um lugar quente ou não beber líquidos suficientes.
Além disso, a sua alimentação também pode influenciar nesse quesito. Altos níveis de cálcio na urina também podem beneficiar a formação dessas massas. Porém, atenção a um ponto importante, você não deve diminuir a ingestão de cálcio e sim diminuir a ingestão de sódio (sal).
Muito sal na dieta é um fator de risco porque impede que o cálcio seja absorvido da urina para o sangue. Ou seja, reduzir o sal na dieta, reduz o cálcio na urina, tornando menos provável o desenvolvimento da doença.
O mesmo é válido para uma dieta rica em proteína animal, como carne bovina, peixe, frango e porco, que pode aumentar os níveis de ácido no corpo e na urina. Altos níveis de ácido facilitam a formação de cálculos de oxalato de cálcio e ácido úrico.
Outros fatores de risco são condições intestinais como doença de Crohn ou colite ulcerativa e cirurgias (como cirurgia de bypass gástrico), além de obesidade, histórico familiar e ingestão descontrolada de medicamentos, como anti-inflamatórios não esteróides, aspirina; os antibióticos, penicilina; e os analgésicos de paracetamol.
Diagnóstico e tratamento
Além da identificação dos sintomas, o cálculo renal pode ser diagnosticado por raios X do abdômen, ultrassom ou pela urografia excretora, exame que utiliza o meio de contraste iodado endovenoso para realizar um estudo radiológico dos rins, vias urinárias e bexiga.
O tratamento é definido de acordo com o tipo de cálculo, o grau de gravidade e a duração dos sintomas. Por exemplo, se a pedra for pequena, o indicado é esperar que ela passe sozinha.
Nesse caso, alguns medicamentos podem ser prescritos para estimular esse processo e aliviar a dor.
Porém, caso a pedra seja muito grande ou o paciente esteja com muita dor para aguardar a passagem pelo trato urinário, alguns procedimentos podem ser adotados, como:
- Litotripsia extracorpórea, procedimento ambulatorial não invasivo feito com ondas de choque;
- Procedimento endoscópico, feito com ajuda de um laser que fragmenta o cálculo renal, reduzindo-os em pedaços que podem ser eliminados de forma espontânea e indolor;
- Ureteroscopia, que permite retirar os cálculos localizados no ureter, por via endoscópica.
Não quer conhecer nenhum desses tratamentos? Então adote o melhor remédio que existe: a prevenção.
Faça mudanças básicas de rotina e siga alguns caminhos que já deixamos por aqui ao longo deste artigo:
- Beba muita água;
- Fique de olho na sua alimentação;
- Diminua a ingestão de sódio;
- Evite o excesso de proteínas;
- Não ignore os sintomas do seu corpo.